Hiperidrose

02/05/2014

O suor ajuda a manter a temperatura corporal estável quando faz calor, durante episódios de febre ou quando nos exercitamos. A presença de sudorese excessiva, que atrapalha as atividades do dia-a-dia, se chama hiperidrose.

 

Existem três tipos de hiperidrose: focal primária, focal secundária e generalizada.

 

- Focal primária: O excesso de suor ocorre de forma localizada em uma ou mais áereas do corpo, como a palma das mãos, axilas, face ou sola dos pés. A causa é desconhecida (idiopática). Geralmente aparece antes dos 25 anos de idade e afeta igualmente homens e mulheres. Os sintomas podem ser agravados por fatores como ansiedade, alimentação e exposição à altas temperaturas.

 

- Focal secundária: É uma condição rara e geralmente se concentra, de forma assimétrica, em apenas uma área particular do corpo. Tem causa definida ou presumível. Por exemplo, uma lesão da coluna espinhal causando transpiração excessiva em uma das pernas.

 

- Generalizada: Significa suar mais que o normal em todo o corpo. Geralmente é causada por alguma condição médica como: obesidade, ansiedade, doenças do coração, efeito colateral de certos medicamentos, vários distúrbios hormonais incluindo as doenças da tireóide, etc.

 

As complicações da hiperidrose se limitam ao prejuízo psico-social e a irritação na pele predispondo à infecções locais.

 

O tratamento clínico consiste em uso de anti-transpirantes tópicos, aplicação de toxina botulínica na pele das regiões afetadas e medicação anticolinérgica (oxibutinina).

 

Quando há falha ou intolerância ao tratamento clínico, a cirurgia deve ser considerada.

 

A simpatectomia torácica endoscópica é o método minimamente invasivo, no qual são seccionadas porções específicas da cadeia nervosa simpática, reduzindo a inervação para as glândulas sudoríparas das regiões afetadas.

 

O sistema nervoso simpático é um dos componentes de nosso sistema nervoso autonômico (involuntário) e faz a regulação da temperatura corporal através do controle da produção de suor.

 

A cirurgia é realizada por pequenas incisões na parede torácica com o auxílio de uma câmera (videotoracoscopia) e instrumentais endoscópicos. Geralmente o período de internação é de um dia e o resultado esperado pode ser notado logo após o preocedimento.

 

A incidência de complicações é baixa e gira em torno de 1% dos casos (reações à anestesia geral, sangramentos, infecções, pneumotórax, derrame pleural, quilotórax e síndrome de Horner).

 

Para compensar a perda da sudorese das extremidades superiores do corpo obtida com a simpatectomia torácica, a maioria dos pacientes irá notar um aumento do suor nas demais regiões do corpo como nas costas, abdome, coxas, nádegas, pés e face (sudorese compensatória). Especialmente durante o exercício e nas épocas quentes do ano. Esse fenômeno permite a adequada regulação da temperatura corporal e é uma troca necessária para obter alívio da hiperidrose palmar e axilar, ficando a maioria dos pacientes satisfeita com a cirurgia. Em uma pequena minoria dos casos (2-5%), a sudorese compensatória é severa e interfere na qualidade de vida, tão quanto ou mais, que a desordem original.

 

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