Derrame pleural

12/11/2014

A membrana que reveste internamente a cavidade torácica e a superfície dos pulmões é chamada pleura. A inflamação da pleura (pleurite) pode gerar acúmulo de líquido ao redor dos pulmões, dificultando a respiração e ocasionando dor.

 

As principais causas de derrame pleural são as doenças infecciosas (pneumonias, tuberculose), câncer (do pulmão, da pleura ou metástases), insuficiência renal ou cardíaca, falência hepática, doenças do tecido conectivo (lúpus), febre reumática, entre outras.

 

Falta de ar, tosse e dor torácica estão quase sempre presentes, variando de intensidade de acordo com o volume de líquido acumulado. A presença de febre sugere doença de origem infecciosa. Além do exame físico, exames de imagem como Rx de tórax, ultrassonografia e tomografia computadorizada, auxiliam na identificação do problema.

Para diagnóstico da causa (etiologia) da doença, frequentemente é necessário o uso de procedimentos invasivos como as punções pleurais com agulha ou a videotoracoscopia com coleta do líquido para análise e realização de biópsias.

 

O tratamento é realizado com uso de medicação específica para a doença identificada (antibióticos, quimioterápicos, corticóides, etc). Muitas vezes é necessário o esvaziamento completo da cavidade torácica até que seja obtido controle da doença e não mais acumule líquido no espaço pleural. Para tanto, o cirurgião de tórax pode manter o paciente com um dreno pleural por tempo limitado. Em casos mais complexos, nos quais o problema é de difícil controle, podemos optar pelo uso de substâncias esclerosantes para promover aderência entre as porções visceral e parietal da membrana (pleurodese), ou mesmo pela retirada completa da pleura (pleurectomia).

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