Câncer de pulmão

17/12/2014

O câncer de pulmão é o tumor maligno de maior incidência em todo o mundo. No Brasil, foi responsável por 22.424 mortes em 2011. Estima-se que tenham sido diagnosticados 27.330 novos casos no país em 2014, sendo 16.400 homens e 10.930 mulheres. É a principal causa de morte por câncer nos Estado Unidos. Hoje na Grã-Bretanha, mais mulheres morrem de câncer de pulmão que câncer de mama.

 

O principal fator de risco para a doença é o tabagismo, mas há outros agentes ambientais e familiares que elevam a chance de ter a doença. O risco de desenvolver câncer de pulmão é 10 a 30 vezes maior entre os fumantes do que entre aqueles que não fumam. Aumenta com o número de cigarros fumados diariamente e o número de anos de tabagismo. Esse risco se mantém elevado por alguns anos após parar de fumar, mas começa a cair após 5 a 10 anos de abandonar o hábito.

 

 

O "tabagismo passivo" e a exposição ocupacional à poeira, fumaça e certos gases (asbesto, arsênico, niquel, crômio, radiação, etc) também elevam a probabilidade de desenvolver a doença.

 

Apesar de poder ocorrer em jovens, é incomum antes dos 40 anos. À partir desta idade, o risco aumenta lentamente a cada ano.

 

Algumas pessoas possuem predisposição genética ao desenvolvimento da doença. Qualquer um com um parente de primeiro grau (pais ou irmâos) com câncer de pulmão, possui maior risco.

 

A medida de maior impacto na redução da incidência desta neoplasia é abandonar o tabagismo. Aqueles que possuem um risco elevado de desenvolver câncer de pulmão devido ao tabagismo precisam ser acompanhados de perto.

 

Os principais sintomas associados à doença são: tosse (seca ou produtiva), escarro sanguinolento (hemoptise), falta de ar, chiado, dor torácica, rouquidão, dor de cabeça, inchaço na face e no pescoço, dor no ombro ou braço, dor óssea ou fraqueza muscular.

 

Após a obtenção de dados clínicos e realização de exames de imagem, se houver a suspeita de tumor maligno, é necessário a realização de uma biópsia (coleta de fragmento para análise). A biópsia pode ser feita de diversas formas: através de broncoscopia, punção por agulha guiada por tomografia ou cirurgia.

 

O câncer de pulmão é dividido em duas categorias principais de acordo com seus tipos histológicos:

 

- Pequenas células ou oat-cell (10 – 15% dos pacientes) e,

- Não-pequenas células (85 – 90% dos pacientes). Existem subcategorias entre os não-pequenas células, sendo as mais comuns os adenocarcinomas, os de células escamosas ou epidermóides e de grandes células.

 

A razão para tal divisão se deve ao fato dos carcinomas de pequenas células se comportarem e serem tratados de maneira diferente. Eles tendem a ser mais agressivos e se espalharem mais rapidamente.

 

O estadiamento do câncer de pulmão não-pequenas células varia entre I e IV. Em geral, os estágios iniciais (estadio I e II) sugerem que o tumor é menor e não se espalhou à distância. Em comparação,os estágios III e IV sugerem lesões maiores ou que se metastatizaram.

 

As opções de tratamento para os estágios iniciais da doença podem incluir a remoção cirúrgica completa do tumor, enquanto os mais avançados também podem ser tratados com medicação (quimioterapia) ou radiação. Alguns tumores avançados se espalham além do ponto onde a cura é possível e o tratamento deve incluir medicações para o controle da dor e do descomforto.

 

O carcinoma de pulmão de pequenas células é estadiado em doença pulmonar limitada e doença extensa (quando se espalha para o outro lado do tórax ou emite metástases à distância). A maior parte dos pacientes com doença limitada são tratados com uma combinação de quimioterapia e radioterapia. Nos raros casos da doença diagnosticada em fase inicial (estágio I/II), em que é viável a realização de lobectomia pulmonar, a cirurgia deve ser considerada.

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